Este trecho abaixo faz parte da Conclusão do livro: “Desenvolvimento Sustentável, o desafio do século 21, de José Eli da Veiga, professor da faculdade da economia, administração e contabilidade da universidade de são paulo.
O livro é muito interessante e esclarecedor, sempre mostrando as visões mais opostas e uma visão do meio em relação ao desenvolvimento sustentável, mostra que pra entender o desenvolvimento sustentável é necessário, antes de mais nada, compreender o que é desenvolvimento, e o que é sustentabilidade. O livro é farto em citações, da ecologia à economia, geografia, história.
Aprendi muito lendo este livro, principalmente que é importante sabermos a evolução do pensamento econômico, e como alguns economistas ecológicos foram jogados para debaixo do tapete, que é o caso de Georgescu-Roegen que “lançou o alerta sobre o inexorável aumento da entropia. Baseado na segunda lei da termodinâmica, ele assinalou que as atividades econômicas gradualmente transformam energia em formas de calor tão difusas que são inutilizáveis...” (esta parte merece um post a parte); quanto aos biólogos, ecólogos e ambientalistas serem jogados pra escanteio isso todo mundo sempre soube. Vamos ao trecho do livro, boa leitura.
UTOPIA PARA O SÉCULO XX1
Há um novo requisito que exige ajustes em ultrapassadas concepções do desenvolvimento: a sustentabilidade ambiental do crescimento e da melhoria da qualidade de vida. Trata-se de um imperativo global que chegou para ficar, em virtude da percepção de que a biosfera, em níveis global, regional, nacional e local, está sendo submetida a pressões insuportáveis e prejudiciais para o próprio desenvolvimento e as condições de vida. Como diz Sunkel (2001: 295), “ este é um tema que as classes dirigentes da nossa região não poderão adiar sob pena de sofrer graves conflitos internos e sérias dificuldades internacionais”.
A noção de desenvolvimento sustentável, de tanta importância nos últimos anos, procura vincular estreitamente a temática do crescimento econômico com a do meio ambiente. Para compreender tal vinculação, são necessários alguns conhecimentos fundamentais que permitem relacionar pelo menos três âmbitos: a) o dos comportamentos humanos, econômicos e sociais, que são objeto da teoria econômica e das demais ciências sociais; b) o da evolução da natureza, que é objeto das ciências biologibiológicas, física e químicas; c) o da configuração social do território, que é objeto da geografia humana, das ciências regionais e da organização do espaço. É evidente que esses três âmbitos se relacionam, interagem e se sobrepõem, afetando-se e condicionando-se se mutuamente. A evolução e transformação da sociedade e da economia no processo de desenvolvimento alteraram de várias manerias o mundo natural. E esse relacionamento recíproco se materializa, se articula e se expressa por meio de formas concretas de ordenamento territorial (Sunkel, 2001: 296).
No entanto, em contraste com essa óbvia percepção empírica é patente o generalizado desconhecimento das formulações conceituais básicas da ecologia e das leis fundamentais da termodinâmica que permitem, precisamente, relacionar as diferentes disciplinas científicas que se ocupam desses três âmbitos. É nisso, e nas limitações inerentes ao enfoque convencional da economia, que reside um dos problemas centrais para a compreensão do desenvolvimento sustentável. Pior, depois que entrou em moda, o adjetivo “sustentável” substitui na linguagem do dia-a-dia algumas noções muito próximas, como “firme” ou “durável”. Essa banalização faz com que ele acabe sendo muito usado para qualificar um crescimento econômico que não seria passageiro, instável ou oscilante, ou mesmo para se referir à consistência dos mais variados tipos de fenômenos. Assim, até em fofocas sobre algum casal famoso arrisca-se ouvir inquietações sobre a sustentabilidade do relacionamento....
O debate sobre o desenvolvimento sustentável também passou a girar em torno dessa mesma vaga idéia de durabilidade, mesmo que em sua gênese o sentido tenha sido bem mais preciso. A questão era a de saber se – em que condições – tal processo poderia não ser comprometido pela destruição de seus próprios alicerces naturais. Na verdade, a expressão desenvolvimento sustentável foi a que acabou se legitimando para negar a incompatibilidade entre o crescimento econômico contínuo e a conservação do meio ambiente. Ou ainda, para afirmar a possibilidade de uma conciliação desses dois objetivos, isto é, de crescer sem destruir. Essa legitimidade foi conquistada em oposição à idéia de “ecodesenvolvimento”, preferida por algum tempo pelos principais articuladores do processo internacional que levou à Conferência do Rio, em 1992.”...
Bom, ai foram duas páginas do livro, espero que estimule a leitura dos temas relacionados.
Nome Popular: Jacarandá-mimoso, jacarandá, carobaguaçu
Família: Bignoniaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América do Sul
Ciclo de Vida: Perene
O jacarandá-mimoso é uma árvore decídua a semi-decídua, de floração muito exuberante. Seu porte é pequeno, alcançando cerca de 15 metros de altura. O caule é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Sua copa é arredondada a irregular, arejada e rala. Suas folhas são opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais, de coloração verde-clara acinzentada.
No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar as flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e são arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes.
É uma árvore maravilhosa para a arborização urbana, caracterizada pela rusticidade, floração decorativa e crescimento rápido. Pode ser utilizada na ornamentação de ruas, calçadas, praças e parques, pois suas raízes não são agressivas. É largamente utilizada no paisagismo, adornando pátios e jardins residenciais ou públicos, filtrando moderadamente a luz do sol. Muitos países utilizam o jacarandá-mimoso na arborização de grandes cidades, entre estes podemos citar a Argentina, Brasil, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Espanha e México, entre outros.
Sua madeira é de excelente qualidade e apresenta cor rosada muito apreciada. Ela é empregada, por exemplo, na indústria moveleira, pisos laminados e em aplicações no interior de automóveis de luxo.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado no primeiro ano após o plantio. Adapta-se a uma ampla variedade de locais, mas aprecia o clima subtropical. Quando jovem, não tolera frio excessivo, mas torna-se mais resistente ao frio com o tempo. Não necessita podas ou qualquer tipo de manutenção. Não tolera secas prologadas, ventos fortes ou a salinidade no solo. É resistente à poluição urbana moderada e à maioria das enfermidades. Multiplica-se por sementes
Recentemente consegui germinar a Aroeira, algumas já tem uns 7 cm. É uma árvore nativa muito bela.
o texto que segue foi feito pela ong Copaiba, uma ong que atua na proteção da mata atlântica, e proteção ambiental.
A aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia Raddi) também conhecida como aroeira-vermelha, aroeira-mansa, fruto-do-sabiá e pimenta-rosa, pertence à Família Botânica das Anacardiaceae, a mesma família da manga e do cajú. Ocorre desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, tipicamente da Mata Atlântica, mas também aparece em outras formações vegetais. A aroeira-pimenteira é uma árvore de porte pequeno que atingi entre 5 e 10 metros de altura. Tem o tronco revestido por uma casca grossa e apresenta uma bela copa, tornando-se muito útil na arborização urbana. Nas cidades é utilizada para paisagismo de praças, calçadas e jardins, por ser uma árvore pequena que não atrapalha o trânsito e nem suja as ruas, além de ser bastante ornamental e fazer ótima sombra. Já no campo, é útil para dividir propriedades e também foi muito utilizada como mourões de cerca, por apresentar madeira forte, pesada, resistente e de grande durabilidade. Suas flores são melíferas e seus frutos são muito procurados pela fauna nativa. É muito comum serem observadas diferentes espécies de aves se alimentando dos frutinhos avermelhados da aroeira. Dentre as espécies visitantes e dispersoras encontramos sanhaços, maritacas, periquitos, coleirinhas, saíras, gaturamos, sabiás, e muitos outros. O sabor dos frutos é adocicado, levemente picante e o cheiro assemelha-se à condimentos como pimenta. Não foi por acaso que essa espécie tornou-se novidade na culinária, principalmente dos países europeus e atualmente faz muito sucesso nos diferentes pratos doces e salgados de vários paises do mundo. Além disso, a aroeira-pimenteira tem sido alvo de estudos, devido suas propriedades medicinais. Popularmente a planta é utilizada como cicatrizante, antiinflamatório e também no tratamento de doenças urinárias e respiratórias. A aroeira-pimenteira é uma espécie de muitas utilidades para o homem, útil inclusive para melhorar a qualidade de vida da população em geral, principalmente quando utilizada em projetos de recuperação de áreas, que contribui diretamente para um ambiente mais saudável e equilibrado. Suas características de rápido crescimento e atrativa da fauna é que fazem dela uma espécie fundamental para trabalhos que visam à conservação da Mata Atlântica.